2022 | Na agricultura, inovar faz a diferença

"Apesar da conotação de atividade tradicional, o setor agrícola está cada vez mais inovador e as tecnologias fazem parte do dia-a-dia. Na Raiz da Terra, este é um dos fatores que a diferenciam.

Monitorizar, controlar e ajustar os consumos de água através de sistemas de gestão de rega eficientes, com o objetivo de evitar o desperdício, ou introduzir insetos auxiliares para o controlo de pragas nas explorações agrícolas. Isto são apenas alguns exemplos de processos inovadores numa atividade que, à partida, é vista como mais tradicional. No entanto, para a Raiz da Terra, o caminho da evolução faz-se em pequenos passos onde a inovação tem um papel central. "Temos a política de melhoria contínua, o que nos permite ir evoluindo constantemente na otimização de processos", explica José Augusto Martins, sócio-gerente.

O responsável da Raiz da Terra - empresa especializada na propagação de plantas ornamentais por estacaria, com sede na região de Viana do Castelo - dá outros exemplos que, além de tornarem os processos mais eficientes, contribuem também para a redução do impacto ambiental. É o caso dos paper-pots (sistema de transplante de plantas) instalados com o objetivo de produzir os próprios embriões, evitando a sua importação de mercados externos e o consequente aumento da pegada carbónica inerente ao transporte. "Queremos diferenciar-nos pela inovação, um dos fatores mais distintivos numa PME da área agrícola", assume o responsável, que reconhece também a importância da credibilidade que confere o estatuto Inovadora COTEC. "É, sem dúvida, uma marca distintiva que aumenta a confiança que as instituições bancárias têm na nossa empresa", reforça.

Na opinião de José Augusto Martins, a robustez financeira deve ser uma preocupação transversal a todas as empresas, e a Raiz da Terra não é exceção. "Só com resultados financeiros robustos se pode pensar em implementar novas técnicas de produção, novos produtos ou novos processos", salienta. Na empresa que dirige, o planeamento financeiro mais avultado é feito a cinco anos, o que permite reservar recursos para esses investimentos, mantendo o equilíbrio da operação.

Aposta na exportação

Desde a fundação que a estratégia da Raiz da Terra passa por uma aposta forte nas exportações, reforçada ainda mais ao longo dos últimos dois anos, com vista a enfrentar de forma mais sólida os desafios impostos pela pandemia que, apesar de tudo, não afetou muito o setor agrícola. A empresa passou dos 67% de exportações em 2020, para os 70%, em 2021. Para o corrente ano, José Augusto Martins prevê que esta percentagem possa chegar aos 75%. Olhando para trás, o responsável faz um balanço positivo desta estratégia que, ao longo do tempo "tem sido a principal solução para ir debelando as dificuldades que esta pandemia e outras crises vão revelando". As receitas crescentes também fazem prova do sucesso da estratégia, uma vez que mantém um caminho de crescimento sustentado, que consolidou nos últimos dois anos. As receitas cresceram dos €1,8 milhões em 2020 para os €2,2 milhões em 2021 e, perspetiva o sócio-gerente, deverão chegar aos €2,5 milhões este ano".

Revista "Exame" n.º 455, março 2022

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